QUINZE EXPLICAÇÕES AO BROXAR

Outubro 28, 2008 por muitapaz
( Gostei e peguei na internet sem autoria…)

Aqui vão quinze sugestões de frases para você usar neste momento trágico.Uma delas com certeza terá tudo a ver com sua personalidade marcante:
Irônico : Nossa, deve ser alguma coisa que eu não comi.
Sarcástico : Bem, só me resta cortá-lo e guardá-lo num vidrinho para as futuras gerações.
Dispersivo : Você sabia que a autobiografia do Fernando Collor vai se chamar “Tem Culpa Eu?”
Iconoclasta : Levanta-te e anda, descrente.
Modernoso : Na verdade, mô, eu acho que sexo é totalmente dispensável numa relação moderna.
Cínico : Ah! Isso é o que eu chamo de sexo frágil.
Compreensivo : Liga não, ele faz isso só para chamar a atenção.
Esportista : Pô, logo hoje que eu ia dar a milésima e dedicá-la as criancinhas do Brasil.
Grosso : Desculpa, é que ele tem nojo dessa coisa úmida e gosmenta.
Surreal : Para falar a verdade, ele não é meu. O meu está no conserto. Este eu peguei emprestado do meu grande amigo Ronaldinho.
Nacionalista : (cantando) Deitado eternamente em berço esplendido.
Inconformado : Isto nunca me aconteceu antes. Só depois.
Politizado : Acho que vou passar a chamá-lo de Hugo Chavéz
Freudiano : É que ele tem traumas de adolescência:vivia apanhando e eram sempre cinco contra un
Autoconfiante : Até que enfim aconteceu! Eu já estava me sentindo um estranho no meio da turma (BOA!)

Aprenda a fazer o que você não gosta.

Outubro 15, 2008 por muitapaz

Vamos separar bem dois elementos importantes em sua carreira profissional: o caminho e a caminhada. Fazendo uma analogia direta e objetiva, sua profissão é o caminho, o exercício de sua profissão é sua caminhada. Continuando na analogia – e por uma questão de matemática -, todo caminho tem começo, meio e fim. No início está a universidade, o curso profissionalizante, o primeiro emprego. No meio estão os vários pontos ou patamares intermediários e que representam as sucessivas conquistas realizadas ao longo de uma carreira. Um mestrado, uma promoção, um prêmio, um campeonato não são fins, mas patamares intermediários. Uma vez alcançados, você os usará para buscar outros maiores. Essa é a lógica, ou pelo menos deveria ser. Uma carreira profissional deveria ser sempre um caminho ascendente. Infelizmente, depois de uma grande conquista, alguns desistem de crescer e, a partir daquele ponto, começam a descer, contrariando a lógica de que viemos ao mundo para crescer. Já o fim, como o próprio nome sugere, é o último ponto. Dali em diante não existe mais estrada. Pode até ainda existir vida, mas não a profissional. Para alguns, o fim de uma carreira chega na aposentadoria ou na mudança de área de atuação (um jogador que virou técnico; um médico que virou empresário). Para outros o fim de uma carreira só chega com a morte. Para estes últimos, enquanto existir sopro de vida existirá razão para continuar a caminhada, a carreira.

Todos temos caminhos. A diferença básica entre os profissionais está em como cada um decide realizar sua caminhada. Alguns a fazem de forma trôpega, cansada, desinteressada, quase beirando a negligência. Outros são normais, caminham num ritmo padrão, preenchendo as expectativas do que se pode chamar de uma boa carreira. Já os campeões caminham, correm, “voam” com altivez, com impetuosidade, e sempre estão subindo, mesmo que por poucos momentos admitam que precisam descer, para depois continuar subindo sua montanha profissional. Aqueles que já fizeram trekking em subida sabem do que estou falando. São inúmeras as vezes que somos forçados a descer para, logo à frente, retomarmos o caminho de subida, exatamente como na vida.

Muitos acreditam, equivocadamente, que são os obstáculos encontrados ao longo do caminho que influem no comportamento da caminhada. Tolice! Todos enfrentamos desafios, e eles são tão grandes quanto a exigência que fazemos de nós mesmos. Cruzar correndo um rio cheio de pedras é muito mais desafiador do que atravessá-lo andando. As pedras e obstáculos são os mesmos, mas o grau de dificuldade está relacionado ao modo que avançamos. Existe uma passagem na carta de Paulo aos Coríntios, que nos ensina bem sobre esse assunto: “Não vos sobreveio nenhuma tentação que não fosse humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar”, 1Co 10:13. Ou seja, não há tentação, provação ou obstáculo que não esteja ao alcance de cada um de nós superá-lo. Na verdade, nós é que definimos quão grandes eles são. Portanto, temos em nossas vidas obstáculos proporcionais às nossas estaturas, envergaduras e ritmos de nossa caminhada. Sendo assim, não se pode justificar que alguns desenvolvam uma caminhada pior que outros por causa dos obstáculos que enfrentam no caminho. A razão de tais diferenças de comportamento reside na motivação dos que caminham. No quanto gostam da idéia de desenvolverem aquele caminho. No quanto se sentem realizados e recompensados pelos frutos colhidos dessa caminhada.

É indiscutível que obstáculo nenhum ao longo do caminho é suficientemente grande para lhe impedir de continuar caminhando, desde que você goste da idéia de para onde esse caminho lhe leva. Agora, vem o mais importante. É fundamental que você goste do caminho que tomou, caso contrário, qualquer obstáculo, por menor que seja, será suficientemente grande para lhe fazer desacelerar ou parar. Assim, mais importante ainda é que você decida fazer o que precisa ser feito, e não somente o que gosta, para chegar aonde deseja. Descer, para depois subir é frustrante, mas absolutamente necessário se você deseja continuar subindo. É uma ilusão, uma falsa verdade quando os gurus das palavras fáceis tentam vender a idéia de que você deve sempre buscar fazer o que gosta. Está errado! Você deve caminhar para onde gosta. Mas deve também aceitar a idéia de que para chegar lá, terá que dar uma série de passos, fazer uma série de atividades que você preferia não experimentar, mas que serão absolutamente necessárias para que você prossiga e avance nesse caminho. São obstáculos a serem transpostos, quebrados, superados, sem direito a desvios.

Adoro, amo minhas profissões de consultor, vendedor e palestrante. Mas, existe uma série de atividades nelas que detesto, que preferia teclar um “Esc”, como num teclado de computador. Só que reconheço que não adianta brigar com o inevitável. Simplesmente digo para mim mesmo que, independentemente de gostar ou não delas, preciso realizá-las. Digo a mim mesmo que elas são absolutamente necessárias para eu chegar ao próximo platô de minha caminhada. Simplesmente faço-as da melhor forma possível, pois sei que, se não executá-las, estarei pondo em risco minha subida, minha realização, o sucesso em minha carreira.

E você, já escolheu o caminho que gosta? Se sim, ótimo! Só lhe resta agora admitir que tem que aprender a fazer bem feito o que não gosta, caso deseje avançar nesse caminho. Boa subida!

Você é o que você faz!

Outubro 15, 2008 por muitapaz

Existem certas frases que são simplesmente desconcertantes, me deixam de joelhos no chão, literalmente extasiado com o poder de convencimento e reflexão que elas trazem. A da Oprah Winfrey é de nos fazer parar o cérebro e a alma. Segura essa: “Como você gasta seu tempo define quem você é.” Calma, calma. Antes que você use seu tempo agora para ler ou fazer outra coisa, achando que vou cair na pieguice de falar o que outros autores e o senso comum já estabeleceram sobre o conceito de uso do tempo, continue um pouco mais e veja uma nova perspectiva sobre essa questão do tempo, , e que está implícita à frase proferida por essa apresentadora da TV norte-americana. Eu imagino o quanto você já ouviu e leu sobre essa coisa de administrar o tempo, de saber que as mesmas 24h são dadas para todos, e que suas conquistas são definidas por como você usa seu tempo e estabelece prioridades. Isso tudo você já sabe, e não precisa mais ser dito. Mas esse pensamento da Oprah trouxe uma idéia nova, uma perspectiva nova, que funciona como um tapa na cara. É a possibilidade de avaliarmos QUEM SOMOS (o ser) pelo COMO gastamos nosso tempo. Vou explicar o porque de todo esse meu deslumbre.

Veja bem, não adianta você ficar tentando provar com argumentos e palavras o que você é, os valores que vive ou as causas que defende, porque o tempo que você dedica a isso tudo é o que realmente revela quem você é. Ou seja, não interessa o quanto alguém diz ou explica, através da palavra, o que pensa ser. O que importa é se essa verdade em sua mente já se tornou uma verdade em sua vida, na prática, nos hábitos, ou seja, no tempo gasto. Se não se tornou, se alguém gasta pouco tempo com o que diz ser, e gasta mal, desculpe-me, mas então NÃO É. Ela pode até pensar ser, querer ser. Mas NÃO É! A rigor, quando você se deparar com alguém que diz ser defensor das causas sociais, ou ambientais, ou que diz ser estudioso, esportista, familiar ou religioso, simplesmente pergunte: quanto tempo você tem gastado com isso, e como tem gastado esse tempo?

Portanto, quando você olhar para si, veja quanto tempo tem dedicado em sua vida para as seis áreas de sua existência: espírito, família, mente, corpo, amigos (sociedade) e profissão. Não, eu não quero saber qual você acha mais importante, qual você acha prioritária. Por favor, CALE-SE! Não é pela palavra que você irá responder a essa questão. O ponto central aqui é quanto tempo você, em sua vida, ao longo do dia, da semana, do mês, tem dedicado a cada uma das dimensões apresentadas. Não adianta você posar de religioso e espiritualista se sequer consegue dedicar alguns minutos por dia para alimentar o espírito, contentando-se com uma horinha por semana no serviço religioso, seja ele uma missa ou um culto. Não adianta também posar de intelectual e amante da leitura se sequer consegue ler um livro por mês. Nem adianta posar de paizão ou mãezona se você se restringe a deixar as crianças no colégio, pegá-las, e não gasta um mínimo de trinta minutos diários em diálogo e/ou vivência com os filhos.

Depois de avaliar essa questão por essa ótica, ou seja, a do tempo gasto em cada dimensão, prossiga, e avalie COMO você tem gastado seu tempo nos momentos em que está se dedicando a cada uma das dimensões. Nesse instante, não é mais a distribuição do tempo na horizontal que importa, mas, sim, a distribuição do tempo na vertical, ou seja, importa agora o uso do tempo gasto nas várias atividades que fazem cada uma das dimensões, individualmente. Vou dar exemplos. Quando você diz que gasta tempo com o filho porque vai para a praia com ele, responda: você gasta seu tempo na praia com ele, ou leva o filho para a praia e aproveita o tempo para papear com os amigos? Quando você diz que gasta tempo com a saúde da sua mente porque lê um livro por semana, responda: você lê um livro por semana ou aprende (conhece e aplica) coisas novas a cada semana, a partir da leitura do seu livro? Quando você diz que cuida da sua saúde porque vai três vezes por semana para a musculação na academia, responda: você vai para executar suas repetições com disciplina, ou pára cinco minutos entre cada exercício para papear e curtir o ambiente? Quando você diz que é um profissional dedicado porque chega ao seu trabalho trinta minutos antes e sai uma hora depois, responda: você usa esse tempo para trabalhar, ou juntando todo o tempo efetivamente gasto em práticas produtivas você não soma metade do tempo despendido enquanto está no trabalho?

Não se engane, se você quiser realmente saber quem você é, basta olhar para como tem gastado seu tempo. Quando fizer isso, prepare-se, pois é possível que encontre algo não muito animador. É possível que você constate que tem gastado muito tempo com atividades que perfilam uma pessoa que você não gostaria de ser. Calma! Lembre-se que você ainda tem tempo para mudar a forma como você gasta seu tempo e, com isso, se transformar em quem realmente deseja ser. Mas para isso, você precisa parar de dizer quem é, e agir como a pessoa que é. Pense nisso. Ou melhor, dedique tempo a isso, e viva realmente quem você é.

Compromisso de hoje: A forma como uso meu tempo revelará quem eu sou, ou quem desejo ser. Vou deixar que meus atos digam o que sou, e quem sou.

É verdade! Vale a pena confiar.

Outubro 15, 2008 por muitapaz

“A glória da amizade não é a mão extendida, nem o amável sorriso, nem o prazer da companhia; é a inspiração espiritual que vem a alguém quando ela descobre que uma outra pessoa acredita nela e está desejando depositar nela sua confiança através de sua amizade.” Ralph Waldo Emerson

“Eu não confio nem em mim mesmo!”. Desculpe-me meu amigo, mas se esta frase faz parte de seu discurso, sua vida é uma mentira. Deixe-me lhe explicar. A matéria prima básica da confiança é a verdade. Relações são destruídas, na grande maioria das vezes, por falta de confiança. Por sua vez, a falta de confiança é decorrência da frustrante constatação da inexistência da verdade nos atos e nas falas em uma das partes. Diga-me uma coisa: se você fosse seu funcionário, seu amigo, seu cônjuge, seu filho, você poderia dizer abertamente: posso confiar nele? Você é uma pessoa confiável? Pense, antes de continuar!

Afinal, o que é confiar? Confiar significa por crédito, acreditar, tomar como verdadeiro. Ou seja, confiar tem a ver com certeza, convicção, e isso só se conquista com a verdade. A mentira, o engodo, o engano geram incertezas, dúvidas, e não se constituem terreno firme para a construção das relações. Jesus afirmou (Jo 8,31) que a verdade liberta. De quê? Da dúvida, da incerteza. Estas aprisionam, nos tornam sorrateiros. A verdade me libera para a entrega completa, irrestrita, produtiva. A mentira nas relações me trava, me força a manter um pé atrás, me prejudica a caminhada, e os passos à frente.

Vivemos hoje, mais que em qualquer outro tempo, uma crise de confiança generalizada. Não confiamos mais em nossos líderes, nas instituições públicas e privadas, nos pais, nos filhos, nos colegas de trabalho, nem chefes, nem colaboradores. Quando vamos analisar mais à fundo a questão, comprova-se que o que falta mesmo é a essência da verdade. A bem da verdade, qualquer relacionamento construído em outro estrado que não a verdade é capenga, fadado à ruína, ao insucesso.

Antes de irmos atrás das causas, e as conseqüentes vacinas para a crise de confiança que nos assola, arregalemos os olhos para as conseqüências desta falta, com o objetivo de nos sensibilizarmos para o problema. A falta da verdade quebra o sentimento de confiança, que por sua vez, elimina a possibilidade de entrega incondicional a uma causa. Se olharmos para dentro do mundo corporativo, temos aquilo que podemos chamar de relações fragilizadas, falta de produtividade, de compromisso. Ou seja, resultados medíocres. É lógico que a competência, o conhecimento, as habilidades, as técnicas inovadoras, as estratégias competitivas, os recursos tecnológicos avançados são indispensáveis para o sucesso empresarial. Mas lembre-se que quem está por trás disto tudo, ou à frente, como queira, são pessoas. E pessoas sozinhas fazem muito pouco, comparado com pessoas trabalhando em equipe. Mas pessoas em equipe não farão o máximo se não puderem confiar-se mutuamente.

Muita gente no trabalho gasta mais tempo se questionando “o que o outro quis dizer com aquilo?”, ou “o que na verdade ele está querendo com isso?”, do que concentrando energia na busca das soluções para os desafios que abatem as empresas. Ou seja, para evitar esta fuga de produtividade, a primeiríssima grande coisa que toda empresa, ou equipe, deveria buscar é a confiança irrestrita entre seus membros. E isso tem que começar pela liderança. Impossível desenvolver o sentimento da confiança sem que o exemplo venha do topo. Confiança se conquista com convivência frutífera. Mas então, como alcançar isso?

A liderança deve ser inquestionável nas seguintes práticas e condutas: Ser sincero, ser justo (nada de favorecimentos), ser claro em sua fala, falar com respeito o que sente pelo outro, o que espera do outro, estar aberto a ouvir, cumprir o que promete, só prometer o que pode cumprir, não acobertar negligências, não ser condescendente com o erro, saber valorizar o acerto etc. Ou seja, estamos falando muito mais de caráter ilibado do que de competências administrativas. Estamos falando de ser verdadeiro. Estamos falando de construir na equipe o sentimento irrevogável de que “nele a gente pode confiar”. Isso é fácil? Lógico que não. É possível? Lógico que sim. E qual o caminho? Viva a verdade em seus atos e suas falas. Vale à pena confiar nesta idéia.

Compromisso de hoje: Vou ser menos cético e confiar mais em mim e nos outros.

Sintonize-se nos outros

Outubro 15, 2008 por muitapaz

“Saber ouvir é quase responder.” Marivaux

Pare de usar a mesma freqüência quando for ouvir as pessoas. Cada uma delas usa uma freqüência distinta quando fala, se comunica. É por isso que muitas vezes nossos relacionamentos se deterioram, se conflitam. Insistimos em “sintonizar” nosso aparelho receptor numa freqüência distinta da que a pessoa está falando. Aí, o que você ouve é chiados, ruídos, e algumas poucas palavras compreensíveis. Se você está achando que estou sugerindo que você aja como se fosse um rádio receptor, acertou!

Assim como um rádio, temos um sistema de sintonização (dial) que nos permite ajustar nossa recepção para a freqüência que a mensagem está sendo transmitida pelo interlocutor. E aprenda uma coisa: não é responsabilidade do emissor ficar variando sua freqüência para se encaixar na sua recepção. Você, que está ouvindo, procurando compreender a perspectiva e ponto de vista do outro é que tem que tomar a iniciativa de configurar a sintonia apropriada para ouvir com clareza quem lhe fala. Essa responsabilidade É SUA! Alguns chamam esse fenômeno de Rapport, outros de empatia, fiquemos com SINTONIA, é mais fácil, mais simples.

Não pense que é fácil “sintonizar” seus filhos, seu companheiro ou companheira, seus pais, amigos, colegas de trabalho ou ainda seus clientes e funcionários. Muito mais cômodo seria pedir a todos que falassem na sua freqüência. Mas não é assim que funciona. Seu trabalho diuturno é ficar sintonizando MANUALMENTE (ou mentalmente) as freqüências de cada um. Isso requer humildade, requer sair de sua freqüência favorita, requer esforço e consumo de energia. Mas tem um fim proveitoso e nobre: construção de relacionamentos sadios, sólidos, duradouros. Sem saber ouvir, dificilmente você irá se relacionar adequadamente.

Sintonizar o outro significa aceitar e compreender a mensagem que chega exatamente como ela é, sem querer corrigir, sem querer fazer ressalvas. Quanto menor a “interferência”, mais limpa a mensagem, o som, e mais fácil a compreensão. Você não precisa concordar com a mensagem, mas tem que estar totalmente aberto (sintonizado) a ouvi-la. Imagine se na hora que você estivesse ouvindo seu rádio, em certa estação (pessoa), você começasse a falar sobre a voz que chega, ou começasse a sintonizar outra rádio simultaneamente, ou deixasse que um outro som – o da sua mente, da sua voz interior, por exemplo – invadisse a transmissão. O que aconteceria? É lógico que haveria ruído de comunicação, e a recepção ficaria prejudicada, e conseqüentemente o relacionamento.

Sintonizar o outro exige atenção, exige abstrair-se de suas preferências (freqüências ideais). É lógico que você pode e deve ter suas estações (pessoas) preferidas. Já imaginou se seu rádio não conseguisse sintonizar bem outras estações, que não as que você gosta? Seria um desastre, você ficaria isolado e restrito. Mas CUIDADO!

Compreenda que freqüência não tem nada a ver com estação. Hoje, suas três estações preferidas (de música pop, por exemplo) estão usando freqüências distintas, mas transmitindo mensagens (tipos de músicas) muito parecidas, ou até semelhantes. Mas com pessoas é diferente.

Você já deve ter ouvido falar que “mais importante do que o que se diz, é como se diz”. As freqüências das pessoas são suas emoções, seus ritmos, seus estados de humor e espírito. Sua esposa ou esposo, pela manhã, pode usar a freqüência do carinho, do afeto. Já à noite, depois de um dia super complicado, pode, misteriosamente, usar a freqüência da irritação, da impaciência, quando for lhe falar uma mensagem. Por isso é que uma mesma mensagem, com as mesmas palavras, pode ter interpretações distintas, se forem usadas freqüências distintas. Cabe a você, imediatamente, levar seu receptor para a freqüência que está sendo usada. Se você continuar na freqüência anterior, na expectativa que lhe viessem mensagens envoltas em palavras doces e amáveis, você simplesmente NÂO conseguirá escutar o outro. Enquanto ele(a) fala, você se sentirá frustrado e começará a voltar sua atenção para sua frustração e mágoa, se sentirá atacado, desprezado, e começará a construir uma defesa, ao invés de focar na mensagem e nas razões que levam o outro a usar, NAQUELE MOMENTO, aquela freqüência. O engraçado, se não fosse trágico, é que na esmagadora maioria das vezes, a razão da irritação do outro não é você. Mas se você usa a freqüência errada, pensa que o foco da irritação é você. Aí ouve mal, responde mal, relaciona-se mal. O resto da história você já pode imaginar. Atritos destrutivos, arestas, conflitos, confrontos, intrigas e separações.

Não hesite, tome a iniciativa de sintonizar-se no outro. Jogue fora o orgulho, seus interesses mais egoístas, e, com amor, que é o vínculo da perfeição (Cl 3:14), transforme o interesse do outro no seu maior e mais sublime interesse (Mt 22:39). Pessoas que fazem isso se relacionam, se vinculam, crescem e constroem vidas e projetos em comum, seja no trabalho, entre amigos, ou em casa. Sintonizou?

Compromisso de hoje: Vou ajustar minha recepção às pessoas que quero me relacionar.

Abraços, bênçãos e SUCESSO!

Não fale : ‘- Tira a mão daí!!’ Se você está na chuva, se molhe.

Outubro 5, 2008 por muitapaz

Colocando a vida em ordem com as dicas de… Bruce Lee

Outubro 3, 2008 por muitapaz

Bruce Lee tem uma história de vida interessante. Além de ter sido um ícone cultural como o principal responsável pelo início da onda de interesse ocidental por artes marciais nos anos 60 e 70, ele também influenciou o cinema no ocidente e oriente, e é visto por muitos como um modelo na busca da eficiência física e no domínio das artes marciais.

Não é um fato amplamente conhecido fora do círculo dos fãs, mas Bruce Lee também era graduado em Filosofia, pela Universidade de Washington. E a visão adquirida desta forma transpira para seus métodos e mesmo para seus livros de artes marciais. Quem leu o livro “Getting things done” (GTD) e conhece a citação de “mind like water”, sobre buscar ter a mente maleável e adaptável como a água, que simplesmente absorve o que é jogado dentro dela, se agita apenas durante o processo, e logo retorna ao seu estado original, talvez se surpreenda ao saber que Bruce Lee também defendia o mesmo princípio (para quem gosta: “Be formless… shapeless, like water. If you put water into a cup, it becomes the cup. You put water into a bottle; it becomes the bottle. You put it into a teapot; it becomes the teapot. Water can flow, and it can crash. Be water, my friend…”). Aliás, David Allen, o autor do GTD, também era praticante de artes marciais.

 


Bruce Lee e Chuck Norris 

E as dicas de filosofia de vida que Bruce Lee registrou, quando analisadas separadamente, podem dar boa inspiração e provocar insights. Henrik Edberg montou uma pequena coletânea das dicas de Bruce Lee para colocar a vida em ordem, e eu trago a vocês algumas delas, com a minha própria interpretação:

  • O que você está pensando – hoje? Nossos pensamentos, planos e intenções do dia-a-dia devem refletir nossas metas e objetivos de vida, ou de longo prazo. A tendência é que aquilo que nós pensamos ou pretendemos a cada dia sirva de guia ou de limitação para o que podemos alcançar e produzir, e é muito fácil perder a coerência entre o curto e longo prazos. Leia também: Planejamento estratégico: como aplicar à sua vida
  • Simplifique. A tendência de quem está procurando melhorar a vida é buscar acrescentar coisas. E pode ser bom, mas muitas vezes não temos o tempo ou a energia para realizar (ou aproveitar) o que buscamos acrescentar. Bruce Lee descreveu a sua visão sobre isso assim: “Não é o acréscimo diário, mas o decréscimo diário. Corte fora o que não for essencial”. Definir o que é essencial depende de cada um, mas o número de pessoas que eu conheço que estão estressadas por tentar fazer muitas coisas ao mesmo tempo só aumenta.
  • Aprenda sobre você mesmo observando as suas interações. Ou, como disse Bruce Lee, conhecer a si é estudar a si mesmo em ação com outras pessoas. Como as pessoas interagem com você, ou como reagem à sua presença ou às suas ações, pode ensinar muito a você. Todo mundo já ouviu isso, mas sempre vale lembrar que o que vemos, percebemos e entendemos sobre as outras pessoas pode muitas vezes ser um reflexo do que nós mesmos somos.
  • Veja o todo, e não apenas o seu lado. Não divida. Na hora de analisar algo, deixe de lado o posicionamento, a busca de saber quem está certo e quem está errado. Exceto nos momentos em que desejar ser conduzido pelas suas emoções, se você quer compreender algo, não seja a favor ou contra, observe a partir de uma perspectiva externa – conduza seu pensamento e suas emoções.
  • Não dependa de validação dos outros. Como disse Lee, “não estou neste mundo para satisfazer as suas expectativas, e você não está aqui para satisfazer as minhas.” E mais: “se exibir é a idéia que um tolo faz sobre a glória”. Depender de validação dos outros é uma busca sem fim, e acaba permitindo que os outros (mesmo sem saber) tenham o controle de como você se sente.
  • Seja proativo. Uma coisa é compreender as circunstâncias, e outra é criar oportunidades. É mais difícil não se limitar a seguir o que o resto do rebanho já está fazendo. Mas é mais recompensador, e mais efetivo, liderar e criar a oportunidade de se alcançar os objetivos, apesar das circunstâncias.
  • Seja você. Não adianta encontrar modelos e personalidades bem-sucedidas e tentar repetir seus passos. Você precisa ser você mesmo, expressar quem você é, e ter fé – no estilo “eu sou mais eu”. Seja genuíno e autêntico, e defenda quem você realmente é, e não um personagem.

Gerenciamento de Projetos: Os 10 mandamentos

Outubro 3, 2008 por muitapaz

O gerenciamento de projetos é um assunto que está em voga, e artigos sobre o tema pipocam em todas as mídias. A ComputerWorld não foge à regra, e publicou na sua seção Management um interessante artigo propondo os 10 mandamentos do gerenciamento de projetos.

Segundo o subtítulo, estes mandamentos vão levar sua organização à terra prometida da cultura baseada em projetos. Eu não faria uma afirmação tão ampla, mas tenho certeza de que eles podem provocar algumas reflexões interessantes.

 

Por ser produto da ComputerWorld e ter como autor James M. Kerr, cuja carreira foi na gestão de TI, o texto tem forte inclinação para os aspectos que afetam a área de tecnologia nas organizações. Mas mesmo que não seja o seu caso, certamente você pode adaptar grande parte das propostas à sua realidade.Aparentemente, o artigo “The Ten Commandments of Project Management” ainda não foi traduzido pela ComputerWorld brasileira. Mas abaixo você encontra uma tradução parcial, com algumas adaptações e flexões para melhor adaptar o texto à realidade brasileira.

Leia também: “Gerenciamento de Projetos: uma versão “light” para aplicar em pequenos projetos” e “Gerenciamento de projetos pessoais: Não faça suas estimativas no vácuo“, aqui no Efetividade.net.

 

Os 10 mandamentos do gerenciamento de projetos

I – Estreitarás teus escopos. Nada é pior do que um projeto interminável. Ele pode sugar todos os recursos e esgotar até mesmo a equipe mais motivada. Para manter os projetos firmes e orientados, concentre seus maiores esforços em projetos menores, que tenham entregas (”deliverables“) alcançáveis e que possam cumprir seus prazos. A longo prazo, uma série de vitórias pequenas tem mais impacto sobre a organização do que uma gigantesca orquestra sinfônica que nunca chega a tocar.

II – Não tolerarás equipes inchadas. Uma boa maneira de começar com o pé direito é garantir que a equipe do projeto terá o tamanho certo. Equipes maiores são mais difíceis de motivar e administrar, e as personalidades podem ficar no meio do caminho, atrapalhando o trabalho. Não existe um tamanho ideal para a equipe, mas uma boa regra empírica é ter uma pessoa para cada papel e um papel para cada pessoa. Se alguns integrantes tiverem que desempenhar mais de um papel, tudo bem – se você for errar o dimensionamento, erre a favor de uma equipe menor.

III – Exigirás dedicação de todas as áreas envolvidas. Se a área de TI aceitar um prazo apertado, mas parte dos documentos de projeto precisar ser aprovado pelas demais áreas da organização, e elas não estiverem comprometidas da mesma forma, o projeto acaba virando uma gincana. Se as áreas de negócio aceitam um prazo apertado, mas dependem de um aplicativo a ser desenvolvido pela área de TI, que não está comprometida da mesma forma, o projeto também acaba virando uma gincana. O gerente de projeto deve se posicionar de forma a que todas as áreas diretamente envolvidas no sucesso do projeto estejam comprometidas, e disponíveis na medida da necessidade, desde o princípio.

IV – Estabelecerás um comitê para analisar o andamento. O comitê de acompanhamento, qualquer que seja seu título oficial, é o corpo diretivo do projeto. Ao mesmo tempo em que lida com questões relacionadas às políticas e estratégias da empresa, ele pode e deve remover as lombadas e obstáculos do caminho do projeto. Um arranjo típico envolve reuniões quinzenais das áreas de gerência intermediária envolvidas no projeto, para analisar seu andamento e verificar como se envolver das formas descritas acima.

V – Não consumirás tua equipe. O ‘burnout’, ou esgotamento físico e mental dos membros da equipe, causado pelo stress e esforço das atividades, não é incomum. Fique atento às necessidades das pessoas e evite este efeito que reduz a efetividade da equipe – não planeje de forma que o envolvimento das pessoas vá exigir sacrifícios incomuns e continuados. Em particular, evite o efeito do envolvimento serial: o popular efeito “sempre os mesmos” – pessoas que se destacam por resolver bem os problemas que recebem, e assim acabam sendo envolvidos em mais projetos do que seria racional, gerando stress para elas, e disputa de recursos para os projetos.

VI – Buscarás apoio externo quando necessário. Adotar consultores em gerenciamento de projetos é uma forma de prevenir o esgotamento. Além de aumentar as equipes, os especialistas externos muitas vezes podem trazer valiosas novas idéias, perspectivas e energias. É essencial trazer o profissional certo no momento certo: especialistas nos aspectos técnicos e de mercado não são a mesma coisa que especialistas em gerenciamento de projetos. Considere as características do projeto e da equipe antes de definir o tipo de apoio externo necessário.

VII – Darás poder às tuas equipes. Equipes de projeto que já estejam se esforçando para cumprir seus escopos e prazos não precisam ter preocupações adicionais com questões formais como o preenchimento de formulários de registro de atividades para seus departamentos, ou participação em reuniões periódicas de seu órgão de origem. Ao invés disso, eles devem ter o poder discricionário de dedicar-se às atividades essenciais e que agregam valor ao projeto, e a estrutura deve se esforçar para adaptar-se a estas condições. Mas é importante que os membros da equipe correspondam a esta confiança, saibam claramente o que se espera deles e de que forma devem usar sua iniciativa.

VIII – Usarás ferramentas de gerenciamento de projetos. Tarefas mundanas de gerenciamento de projetos podem ser automatizadas. Procure ferramentas que ofereçam acompanhamento do andamento, gerenciamento de tarefas, gerenciamento do fluxo de trabalho e análise de recursos, e que funcionam em uma plataforma de Intranet que promova o compartilhamento e a comunicação. Mas lembre-se de que usar tecnologias que acrescentem uma camada extra de complexidade a um projeto já desafiador por si pode não ser uma boa idéia.

IX – Reconhecerás o sucesso. Todos os participantes do projeto devem ser reconhecidos de forma positiva pelo esforço que praticaram. As recompensas não precisam ser extravagantes. É fundamental que a origem real do reconhecimento – seja a Presidência, a direção da filial regional, o principal patrocinador do projeto ou o seu gerente – fique clara para todos, e que se manifeste de forma tão individual e personalizada quanto possível.

X – Não tolerarás gambiarras. Políticas sólidas de gerenciamento de projetos devem eliminar antecipadamente a tentação de recorrer a alternativas rápidas e rasteiras, que só levam a erros, desperdício, retrabalho e frustração.

Estes são os mandamentos da gestão de projetos segundo James Kerr. Que tal aproveitar para incluir nos comentários alguns mandamentos adicionais que você aprendeu em sua própria experiência ou que sejam adotados em sua organização?

Produtividade e a busca míope pela ferramenta perfeita

Outubro 3, 2008 por muitapaz

Você dedica bastante tempo e esforço a buscar as ferramentas perfeitas para a sua produtividade pessoal?

Se sim, certifique-se de estar fazendo isso pelos motivos certos. E a razão é simples, embora muitas vezes demoremos a perceber: quando já temos ferramentas suficientemente boas, o ganho que uma ferramenta ainda melhor pode trazer muitas vezes não compensa o esforço de continuar testando novas ferramentas.

 

Existe pelo menos uma razão válida para continuar testando mesmo assim: satisfazer o gosto pessoal por testar ferramentas. Mas assuma que é por isso, senão você acaba aumentando as suas chances de chegar a uma dessas 2 situações adversas:a) frustração por perceber que, mesmo com ferramentas cada vez mais aperfeiçoadas, sua produtividade geral não aumenta mais

b) auto-engano ao ficar mudando as métricas da produtividade pessoal, descontando do total o tempo, esforço ou dispêndio dedicado às novas ferramentas, para sentir que este esforço está sendo “justificado”.

Trocando em miúdos: se você já encontrou métodos, técnicas e ferramentas de organização e produtividade pessoal que funcionam bem para você (por exemplo, o GTD, ou o Remember the Milk, ou o Hipster PDA), relaxe um pouco e colha os frutos, sem ficar na azáfama de testar mais métodos para ver se algum deles vai tornar você hiper-eficiente.

Ao estudar Qualidade, usualmente aprendemos (com uma longa série de números) que aumentar o nível de qualidade de 99% para 99,5% é muuuuito mais caro do que aumentar de 90% para 99%. E com a nossa produtividade pessoal, a relação de esforço é similar.

Não estou dizendo para você se contentar com os 99,99% – em geral, todo mundo quer perseguir 100%. Mas não faça isso sem perceber, e nem pelos motivos errados!

Liderança: Aprenda a ser um bom ouvinte

Outubro 3, 2008 por muitapaz

Você sabe que é desconfortável procurar alguém para contar algo, pedir uma informação ou mesmo orientação, e perceber que a pessoa está escutando, mas não está ouvindo. Pior: às vezes ela nem mesmo está escutando: está apenas esperando você terminar de falar, e pensando em algum problema dela mesma, porque já decidiu o que vai lhe responder para parecer interessada, ao final.

Nada pior para o funcionamento interno de uma equipe do que os problemas de comunicação. E em toda equipe há pessoas assim: fingem que ouvem o que você está dizendo, mas na verdade estão o tempo todo pensando em uma resposta que lhes permita ter a última palavra, ou em escapar da situação em que se encontram. Pior: muitas vezes esta pessoa é o seu chefe. Mas você já parou para pensar que esta pessoa pode ser você?

 


Quem nunca teve um chefe assim? 

Conheço muitas pessoas que não sabem ouvir, e muitas que sabem. Na vida profissional, a regra que eu percebo é que as pessoas que estão em posição de comando mas não sabem ouvir perdem *muito* da sua capacidade de liderar, e infelizmente há muitas destas pessoas pelo caminho. Mas as que sabem ouvir, mesmo não estando em posições de comando, muitas vezes chegam a posições de liderança, até porque sabem que ser reconhecido como um bom ouvinte leva a todo tipo de contatos e informações relevantes.

Para evitar ser uma delas, e ter uma barreira a menos no seu contato com a equipe, parceiros e clientes, eis um rápido checklist:

  • Não fique pensando em sua resposta. É natural ficar maquinando a sua resposta, mas evite, a não ser que se trate de um debate em que o objetivo seja vencer um oponente – o que raramente deveria ser o caso dentro de uma equipe funcional. Ouça com atenção até o fim, procure lembrar dos pontos em que discorda e concorda, mas mantenha o foco no que o interlocutor está dizendo, e não no que você vai dizer.
  • Permita-se prestar atenção. Interrompa de fato o que estiver fazendo. Se estiver quase terminando algo, peça um instante e termine, ou combine de conversar em meia hora. Depois, dê o máximo de atenção ao interlocutor, sem manter a cabeça no que estava fazendo.
  • Demonstre atenção: além de fazer o essencial, mantendo contato visual com o interlocutor e interagindo ativamente, faça também o que é acessório: desligue o monitor, encoste a porta, coloque o telefone no silencioso… Permita que o interlocutor perceba que você está abrindo espaço para ele.
  • Lide com as interrupções. O telefone toca, pessoas batem na porta, mensagens chegam, imprevistos acontecem. Saber lidar com as interrupções no trabalho é básico, e se você está em uma situação em que decidiu dar atenção a um interlocutor, precisa saber o que fazer com o telefone ou com a pessoa que bate à porta e quer um momento do seu tempo.
  • Visualize a questão sob o ponto de vista do interlocutor. Mesmo que você não concorde, ou não aceite, usar a empatia pode permitir que você entenda melhor o que a outra pessoa realmente quer, e de que forma você pode (ou não) contribuir, participar ou oferecer algo que interesse a ela. Insistir em analisar a questão apenas sob o seu próprio ponto de vista é uma das formas de transformar a conversa em uma discussão em que ninguém sai ganhando.
  • Vá além das palavras. Não analise apenas o que estiver ouvindo. Preste atenção na entonação, na linguagem corporal, nos contextos e situações.
  • Faça perguntas.Mesmo que você não tenha dúvidas, faça perguntas. Raramente a pessoa diz tudo o que tem a dizer, ou expõe completamente sua situação, sem essa interação essencial. Pergunte e deixe o interlocutor responder.
  • Observe os bons ouvintes que você conhece. Pergunte a si mesmo o que faz você pensar que eles são bons ouvintes, e por que eles são bons ouvintes. E procure fazer o mesmo!
  • Observe os maus ouvintes ao seu redor. Veja o que eles perdem com isso, ou o que deixam de ganhar. E pense se você está disposto a abrir mão das mesmas coisas, quando custa tão pouco valorizá-las!